Cartas de Mestre Joelson em quarentena para a Teia dos Povos

Aos Núcleos de Base,

Aos Elos da Teia,

Às Regionais,

Aos apoiadores e apoiadoras,

À Rede de Mulheres,

Companheiras e companheiros, irmãs e irmãos, boa parte das pessoas gostam de falar de paz, de amor e de harmonia, mas chegou o momento de enfrentar a realidade. Como diz o poeta: a realidade e a fantasia se separam no final. O tempo agora não é de fantasiar, nem de se iludir com promessas e favores, é hora de enfrentar a realidade, ela é muito dura, as vezes difícil, mas a hora da verdade chegou. A crise do capital e do imperialismo chegou ao seu auge para infelicidade de todas e todos e veio junto com a pandemia.

Essa crise assolará toda a humanidade, mas ela não começou agora, já faz muito tempo. Os povos Originários, já falavam do fim do mundo no ano de 2012, mas os incrédulos quando não viram o fim do mundo da forma como imaginaram, ficaram céticos, diziam que era mais uma mentira, que o mundo não ia se acabar, pois então, a natureza pediu socorro. Essa forma predatória e destrutiva do capital é inconciliável com a natureza. Esse desenvolvimento do capitalismo é excludente para 80% da população. O modelo de consumo das sociedades capitalistas, seja americana ou europeia, precisam de três planetas terra, mas, irmãos, irmãs, nosso temos um planeta para habitar sete bilhões e meio de pessoas.

No Brasil, mais de 80% da população já está nos grandes centros urbanos. Será que todos não veem que isso não tem viabilidade? O Brasil é o único país que tem uma população pequena, se for levar em consideração a grande quantidade de terras que temos. Então, onde está o desequilíbrio? Em 1850 fizeram uma lei de terra para proibir os negros e pobres de terem terras e concentraram as terras nas mãos de uma minoria, dos latifundiários. Nos anos 1960 começaram um falso desenvolvimento do país e até os anos 1980 levaram toda a população para os centros urbanos. Tecnificaram o campo através do agronegócio com empréstimos dos bancos oficiais – empréstimos esses que o latifúndio nunca pagou para produzir matéria prima para os países central do capitalismo. Então, aí está a raiz dos problemas atuais.

Outro problema é o capital financeiro improdutivo, todos os capitalistas investiram seus dinheiros em papéis fictícios que não tem nenhum lastro, agora essa bolha de papel estourou e encontraram o COVID-19. Vejam, estamos em guerra total. A primeira guerra que até hoje não enfrentamos foi a guerra da propriedade privada terra. Isso tem a ver com os povos originários, com o povo preto e o povo pobre das periferias de grandes cidades. Se não democratizar a terra no Brasil e na América do Sul, não poderemos reequilibrar o campo e cidade, onde o desequilíbrio é total. A segunda guerra que temos que enfrentar é a guerra da colonização, nós somos corpo, alma e mente colonizada, os países precisam ser descolonizados. A terceira guerra que teremos que enfrentar é contra o capitalismo e neoliberalismo e toda sua forma de dominação. A quarta guerra é a pior de todas: a guerra anti-imperialista.Essa é uma guerra mental, ideológica e de força bruta sem precedentes, nessa guerra nossos inimigos usarão todas as armas: Guerra híbrida, guerra total, de comunicação e informação, de controle por terra, céu e mar. Apesar dessa última ser impiedosa, nós não podemos ficar sozinhos, temos que juntar as forças com outros povos, do Brasil, da América do Sul, América Central e todos os países que de certa forma tanto tático quanto estratégico podem construir uma aliança com os Povos. Por tanto, nessa luta contra o coronavírus (COVID-19) precisamos unir nosso povo para enfrentar os desafios e conquistar uma vitória triunfante contra toda forma de opressão e dominação que a humanidade vem sofrendo, agora ou nunca.

A humanidade está em perigo. Para os pobres do mundo se defenderem contra o jugo do capital e do imperialismo só a vitória nos interessa. Na guerra ou se triunfa ou morre! Por isso nesse momento de dor não podemos perder a esperança, nessa quarentena devemos desenhar estratégias para enfrentar e derrotar os inimigos. Nesse sentido, para acalmar o Povo em tempo de guerra é preciso prepará-los para alcançar a paz, mas só alcança a paz se preparem para a guerra. Como estamos diante dela, não temos outra forma se não enfrentá-la. Não podemos obedecer a ordem dos nossos inimigos, temos que unirmos para nos defendermos do ódio e da barbárie do capitalismo e do imperialismo.

Aos pobres do mundo uni-vos!

 


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