Categoria: Portal da Teia 2020

Diários da Pandemia #13: Vila São João – São João de Meriti (RJ)

Solidariedade e organização popular na luta pela saúde na Baixada Fluminense (RJ): só o Povo ajuda o Povo. Eu sou a Ilsimar de Jesus. Faço parte da Rede de Mães e Familiares Vítimas de Violência da Baixada Fluminense. Sou uma das lideranças comunitárias de São João de Meriti. Durante este período de quarentena e enfrentamento da COVID-19, desde abril até os dias atuais, tem sido muito difícil, a tarefa não é fácil. A Rede de Mães arregaçou as mangas, para junto com outras organizações e lideranças de territórios unir forças

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LAGOA DE MELQUÍADES E AMÂNCIO, EM VITÓRIA DA CONQUISTA, RECEBE A PRÉ-JORNADA DE AGROECOLOGIA DA TEIA DOS POVOS

Durante os dias 21, 22 e 23 de agosto aconteceu a II Pré-Jornada da Teia dos Povos na comunidade quilombola Lagoa de Melquíades e Amâncio, com o tema Terra, Território e Agroecologia. No primeiro dia ocorreu um ciclo de debates sobre a experiência da comunidade com o manejo de sementes criolas, como também foi discutido o problema da devastação causada pelo monocultivo de eucalipto na região. Os dias seguintes foram destinados para a formação prática em agroecologia e transição agroecológica, com a implantação de um Sistema Agroflorestal (SAF). A proposta é que

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Caminho das Sementes #3 – SOMOS COMO SEMENTES

Neste terceiro texto da série sobre a importância das sementes, acompanharemos a reflexão de uma jovem mulher indígena na luta pela conquista da soberania alimentar, da terra e território. Por Talita Tamikuã Pataxó, T.I Comexatibá – Prado, Extremo Sul da Bahia. * Eu nasci em uma cultura e tradição que tem como missão honrar a natureza, viver dela e para ela. Eu sou neta de pajé, uma pajé mulher, o que tornou minha conexão com a natureza mais forte ainda. Meu povo é um povo que honra muito a fartura

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DE QUEM É A TERRA?: UMA DEFESA TEOLÓGICA DOS DIREITOS DOS POVOS TRADICIONAIS À RESTITUIÇÃO E PROTEÇÃO DE SEUS TERRITÓRIOS

Por André Muniz* PARTE I Conflitos de terras são comuns na arena política, e recentemente tem sido cada vez mais. Enquanto garimpeiros, madeireiros, latifundiários, hidrelétricas e grandes empresas buscam cada vez mais lucrar em cima da destruição dos ecossistemas e invadir e tomar as terras onde vivem povos e comunidades tradicionais, essas pessoas: indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais sem terra, por outro lado, lutam para preservar e proteger o lugar onde vivem e de onde retiram seu sustento, retomando terras perdidas quando necessário. A preocupação com a territorialidade não deveria ser

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FUNDAMENTOS DA LUTA: UMA AULA DE MESTRE JOELSON SOBRE ALIANÇA, MEMÓRIA E CONSTRUÇÃO DA ARTICULAÇÃO

Terra e Território são fundamentos que conduzem a Teia dos Povos. Terra e Território que, historicamente, foram roubados de nossos ancestrais originários e negados ao povo africano em diáspora. Da Terra pode, se bem cuidada, nascer o alimento. No Território estão as chances de sobrevivência, identidade coletiva, autonomia, defesa de nós e dos nossos. Sabemos que a estrutura colonial e o latifúndio trabalham continuamente pela marginalização do povo preto nas grandes cidades e pelo assassinato em massa de povos indígenas, invadindo e expropriando nossos territórios de maneira injusta e indevida.

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Nota Coletiva da campanha “DESPEJO ZERO” repudia a remoção de trabalhadores/as informais da Praça do Nordestino, no centro da cidade de Feira de Santana

Mesmo com a atual crise, causada pela pandemia do coronavírus e suas consequências, os órgãos públicos que deveriam proteger os trabalhadores arrumam formas de atacar a população lhes tirando as possibilidades de sustento e sobrevivência frente aos desafios que a classe trabalhadora enfrenta nesse cenário caótico. No dia 15 de agosto a prefeitura municipal de Feira de Santana resolveu despejar, de forma cruel, barraqueiros e barraqueiras que atuam na Praça do Nordestino. A medida, executada na calada da noite, desrespeita a Portaria SETTDEC nº 003, de 31/03/2020, como também aprofunda os

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CAMINHOS DAS SEMENTES #2: O Agronegócio Transforma o Milho em Ração, Entrevista com José Maria Tardin.

Reportagem: Mariana Cruz e Rafique Nasser Este é o segundo texto de uma série sobre a importância das sementes de milho crioulo na conquista da soberania alimentar, da terra e território e, sobretudo, da autonomia dos povos. “NÓS SOMOS AMIGOS DAS FORMIGAS”, Mestre Joelson Ferreira à Telesur TV Do punhadinho pôde germinar um monte, desse monte o que se quer é que nasça muito mais. A semente crioula é fundamental para a construção da liberdade e estratégica para a defesa dos territórios. O alimento que nos dará forças para a

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Diários da Pandemia #12: Frente CDD – Cidade de Deus (RJ)

Na Cidade de Deus (RJ) encurralada entre a COVID, a fome e a PM genocida, a Frente CDD dá exemplo da juventude que luta! 20/05/2020 “Eles são genocidas e nós somos alvos do Estado! Nós é preto! Você acabou de distribuir 200 cestas básicas, eu não vou te perder mano!” Hoje estivemos no Pantanal para entregar 200 cestas básicas e ao final começou uma operação da polícia, 19:00 da noite, muitas pessoas ainda nas ruas e nos vimos em meio ao tiroteio! Buscamos abrigo em casas de moradores que nos

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Diários da Pandemia #11: Movimento Unido dos Camelôs – MUCA (RJ)

Solidariedade e luta contra a violência do Estado: o percurso do movimento dos camelôs do Rio neste tempo de pandemia. Este período da pandemia começou no dia 16/03, o último dia que eu montei minha barraca rua. Num primeiro momento fizemos uma vaquinha virtual, nossa meta seria R$ 25 mil. Em apenas uma semana conseguimos R$ 28 mil. Foram distribuídos R$ 250 para 100 pessoas. Tivemos também um financiamento do Fórum Nacional de Reforma Urbana no valor de R$ 6.400, com os quais foram compradas 64 cestas básicas. Participamos de

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TODA SOLIDARIEDADE E APOIO À LUTA DOS MAPUCHE – TODA SOLIDARIDAD Y APOYO A LA LUCHA DE MAPUCHE

A Teia dos Povos expressa sua solidariedade com o povo Mapuche da região de Araucania, vítima de ataques racistas incentivados pela extrema direita chilena no último fim de semana. O Povo Mapuche sustenta há décadas uma luta pela recuperação de seus territórios tradicionais, contando atualmente com uma grande quantidade de presos no Chile, vários deles acusados com base na lei antiterrorista do país – em procedimento já condenado por especialistas das Nações Unidas. Os ataques, segundo comunicado da rede de familiares e amigos dos presos mapuche, foram cometidos sob o

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