O MST é um patrimônio dos trabalhadores brasileiros e deve ser defendido

O Ministério da Justiça encaminhou a Força Nacional de Segurança Pública no dia 02 de setembro para Mucuri e Prado no Extremo Sul da Bahia para intervir em assentamentos do MST na região. A alegação para o envio baseia-se em um pedido de reintegração de posse, feito em janeiro de 2020, da escola que fica no assentamento Rosa do Prado. Porém, não existe mais objeto jurídico, uma vez que não há mais ninguém na devida escola desde o início da pandemia.
A compreensão do movimento é que o processo jurídico é um pretexto para construir uma intervenção na região e fortalecer o campo bolsonarista que tem assediado e cooptado um pequenino grupo de assentados em favor da titulação privada da terra dos assentamentos. Esta aliança reacionária ocorre com força de elites de um das poucas regiões na Bahia onde o bolsonarismo venceu nas eleições de 2018. Portanto, estamos diante de uma tentativa de intimidação do MST com vistas a desarticular a vida e a ação do campesinato na região.
O MST é um patrimônio do povo brasileiro. O simples envio de Força Nacional para intervir em assentamentos e apoiar grupos bolsonaristas locais é um ataque a todo campesinato, em específico, e a todos os lutadores e todas as lutadoras deste país. Defender o MST por todas as formas necessárias é um dever daqueles que estão no campo da luta por justiça social.
A Teia dos Povos está ao lado do campesinato rebelde deste país e conclama seus núcleos de base e elos a ficarem em alerta para a necessidade de defender os assentamentos do Extremo Sul da Bahia.

Diga ao povo que avance!